terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Três horas

Dormi três horas. Depois de trabalhar que nem uma condenada, e apesar de ter provado (várias vazes) o licor de amora caseiro que a Mzinha trouxe (licor? amora? bolas! eu que não sou nada piegas com o álcool achei que alguém se esqueceu de juntar fosse o que fosse à água ardente...), fui para a cama e não dormi durante muito tempo.
Resultado, hoje, todo o tipo de ideias peregrinas me passaram pela cabeça, quando tocou para a saída: e se em vez de ir ao bar tomar café fosse para casa dormir? e se em vez de ir para casa dormir fosse tratar dos meus assuntos pendentes? e se em vez de ir tratar dos meus assuntos pendentes fosse passear sozinha, tirar umas fotos, ter com uma amiga? E se em vez disso raptasse alguém e fosse antes passear acompanhada? E se em vez de estar para aqui a fazer castelos no ar, fosse mas é para Lisboa esconder-me debaixo das saias da minha mãe? E se em vez de Lisboa fosse mas é para Veneza andar de Gôndola e escrever poesia?
Fui ao bar. Tomei café. Disse umas baboseiras na sala de professores. Tocou para a entrada. Só dou aulas ao fim da tarde. Olhei à volta: se a sala de profes estivesse vazia estaria mais cheia de gente interessante. Outro dia perdido, "dies perdidus", e ainda são só dez horas. O que me recorda, by the way, que estou acordada há tanto tempo quanto aquele que dormi.
Três horas. E se fosse para casa dormir, que o resto é apenas mais tempo perdido? "Diei Perdidi"

1 comentário:

Jade disse...

"Olhei à volta: se a sala de profes estivesse vazia estaria mais cheia de gente interessante."

Como um anónimo fez o favor de assinalar, esta frase é idiota e insultuosa. Na altura apetecia-me desviar alguém para me aturar e não havia ninguém disponível. Aliás, com três horas de sono, acho que nem via bem. Agora que penso nisso, até lá acho que estava uma amiga minha, a trabalhar. Peço desculpa pela frase e só não a retiro porque os erros são, sempre, para serem assumidos.