... depressing post from a depressed person.
Stop right here, if you are feeling good, if you're having the time of your life. Enjoy it, grab your smile, close this page, go away.
Um amigo meu disse-me a meio da semana que se sentia "Black". Perguntei-lhe ontem, are you feeling whiter?, e ele, blacker, honey, blacker, this mother-fucker weather...
A mãe de uma amiga minha ontem desatinou com ela ao telefone, porque está farta da chuva. E ela, mas estás a falar-me assim porquê? e a mãe, mas queres que te fale como? já nem sei o que é o sol...
Bullshit. Num dos dias mais felizes da minha vida, chovia a potes, e a chuva ajudava a tornar tudo ainda mais perfeito. Já fui muito feliz à chuva.
Ainda esta semana, tenho memória de estar a chover, de estar encharcada até aos ossos, e de pensar "Ché bella cosa, la vita". Os estados de extâse, é o que vale, duram em mim o tempo do micro-segundo em que me fazem parar de pensar. Logo a seguir, vem o tal verso do Álvaro de Campos, "Merda, sou lúcido!"
E volto ao filme do Wenders, "enfim, a loucura". A lucidez é o pior de todos os males, estou farta de raciocínios lógicos, de prós e contras, e análises e projecções, e equílibrios instáveis entre sentir e desejar, e pensar e ponderar. Estou fartíssima de me controlar a bem de treta nenhuma, a bem do tempo perdido e desperdiçado sem sorrisos ou emoções.
Chuva, qual chuva? O que empata o mundo é a estupidez humana. Personificada na capacidade que o homem tem de pensar e presumir que com isso ganha alguma coisa.
Stop right here, if you are feeling good, if you're having the time of your life. Enjoy it, grab your smile, close this page, go away.
Um amigo meu disse-me a meio da semana que se sentia "Black". Perguntei-lhe ontem, are you feeling whiter?, e ele, blacker, honey, blacker, this mother-fucker weather...
A mãe de uma amiga minha ontem desatinou com ela ao telefone, porque está farta da chuva. E ela, mas estás a falar-me assim porquê? e a mãe, mas queres que te fale como? já nem sei o que é o sol...
Bullshit. Num dos dias mais felizes da minha vida, chovia a potes, e a chuva ajudava a tornar tudo ainda mais perfeito. Já fui muito feliz à chuva.
Ainda esta semana, tenho memória de estar a chover, de estar encharcada até aos ossos, e de pensar "Ché bella cosa, la vita". Os estados de extâse, é o que vale, duram em mim o tempo do micro-segundo em que me fazem parar de pensar. Logo a seguir, vem o tal verso do Álvaro de Campos, "Merda, sou lúcido!"
E volto ao filme do Wenders, "enfim, a loucura". A lucidez é o pior de todos os males, estou farta de raciocínios lógicos, de prós e contras, e análises e projecções, e equílibrios instáveis entre sentir e desejar, e pensar e ponderar. Estou fartíssima de me controlar a bem de treta nenhuma, a bem do tempo perdido e desperdiçado sem sorrisos ou emoções.
Chuva, qual chuva? O que empata o mundo é a estupidez humana. Personificada na capacidade que o homem tem de pensar e presumir que com isso ganha alguma coisa.
9 comentários:
Sinceramente, acho que nos sentimos deprimidos quando nos começamos a esquecer das coisas que nos fazem felizes. E porque esquecemos? O stress, o trabalho, as mil e uma coisas para fazer, que nos desgatam e desgastam e enervam..ás vezes é bom parar e pensar, o que me faz feliz? E parar tudo e ir fazer, nem que seja beber chá à beira rio, ou rebolar na areia lol, tudo serve ;)
Ai, fuschia, quem fala assim não é gago... e eu para aqui a ler regulamentos internos de escolas que nem conheço, e a pensar que o que me apetecia mesmo, mesmo... nem às paredes confesso.
Vem esta semana tem sido como os "Alertas Laranjas" do tempo. Não digo alerta vermelho, porque há semanas e dias piores. Mas também ontem houve momentos de “calmaria” (encontros com as amigas).
Já agora obrigadinho por tudo
beijinhos
PS: as palavras laranja, vermelho eram para estar com as respectivas cores.
N: Well that's what we do, we fight... You tell me when I am being an arrogant son of a bitch and I tell you when you are a pain in the ass. Which you are, 99% of the time. I'm not afraid to hurt your feelings. You have like a 2 second rebound rate, then you're back doing the next pain-in-the-ass thing.
A: So what?
N: So it's not gonna be easy. It's gonna be really hard. We're gonna have to work at this every day, but I want to do that because I want you. I want all of you, for ever, you and me, every day. Will you do something for me, please? Just picture your life for me? 30 years from now, 40 years from now? What's it look like? If it's with him, go. Go! I lost you once, I think I can do it again. If I thought that's what you really wanted. But don't you take the easy way out.
Mzinha,
acreditas que o jantar do núcleo duro +2 foi tão especial que nem me apetece falar nele com esta neura monumental instalada? Sinto-nos a falta, pá, a falta das Gajas, das "Magníficas" como escreveu a PêloRusso na sua sms colectiva.
Cris, beeemmmm.... tu e a Shadow dominam. Há quem decore poemas (também sei a minha quota parte deles) mas pensei que era das poucas tolinhas a decorar deixas de filmes. Tenho que rever The Mexican, está visto. E tu, how do you picture your life, let's say, 30 years from now? I don't even dare...
Bem... não é chamar-te tolinha! :) Mas na realidade, não decorei as deixas. Gostei muito deste pedacinho e fui ver dele a um site sobre filmes.
É de um dos meus filmes preferidos! Acabo sempre a chorar, mas acho que está muito bem conseguido.
Li o livro há já alguns anos e adorei. Totalmente viciante, hipnotizante... é até difícil arranjar adjectivos para qualificar a forma vidrada como o li. Continuo a não perder os livros do Nicholas Sparks, mas não há mesmo amor (neste caso!) como o primeiro.
Se ainda não viste, recomendo-te que vejas O Diário da Nossa Paixão (The Notebook).
Eheheheh... Nicholas Sparks? Esse não é o fulano das "Palavras que Nunca te Direi"???? Nem sonhes. Caí na asneira de ir ao cinema ver esse filme, sozinha, como quase sempre, e fiz uma figura tristíssima. Solucei e tudo. Que idiota, pá, jurei para nunca mais, depois de ter andado o resto do dia com os olhos de um pargo congelado há três meses...
heheheehee... Pois, é esse mesmo! Mas prontos, este podias ver em casa... assim, evitavas a parte das figuras. A história é muito bonita!
Se te renderes, eu posso emprestar-te o DVD! :)
Esqueci-me de responder à tua pergunta...
A verdade é que nunca tive tendência para esse tipo de exercício. Ou melhor... enquanto teen tinha muito sonhos, substanciais quantidades de ilusões românticas e coloridas... e com o tempo tudo foi mundando, relativizando.
Por agora, tento mesmo pensar a curto prazo e fazer com ele o melhor que consigo, dentro do que está ao meu alcance. 30 anos é muito tempo... também não me atrevo!
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