sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Assim, em números...

... quanto tempo é muito tempo? Quanto tempo é tempo demais? Quão cedo é precipitar-se? Quão tarde é perder a oportunidade de ouro? Quanto tempo é o tempo certo?
O primeiro dia do ano chegou e foi-se, sem milagres ou epifanias. Sem novidades no Mundo interior. Sem escapadelas psicológicas para ilhas paradisíacas ou picos nevados. O primeiro dia do ano chegou e foi-se, como um qualquer dia vulgar de Março ou Abril. E deixou um travozito amargo, porque parece que, aos trinta e três anos, já nem sequer decepcionante é, a falta de luz e cor, a aceitação do assim-assim.
Ouvi vagamente que o euro já cá anda há nove anos. Sei exactamente onde estava, aquando da mudança, e fiquei assombrada: céus, passaram-se nove... não é possível, nove anos? E, à parte a surpresa de identificar um período de tempo tão vasto que parece ter passado tão rapidamente, nada. Mais emoção nenhuma. Nem sequer saudade dos anos felizes que se foram misturados nestes nove. Nada.
Este último ano que passou, então, ficará dissolvido na maré do tempo. Não serviu de muito, não teve grande utilidade. Nem serviu, sequer, para esquecer, o que já teria sido, por si só, uma benção. E, se não serviu para esquecer, ultrapassar, andar em frente, fazer por mim... um ano inteiro... quanto tempo é, então, preciso, para dizer adeus? Quanto tempo é suficiente para fazer o luto como deve ser? Quanto tempo é demasiado, transformando numa obsessão o que deveria ser um processo natural?
Quanto tempo é muito tempo? Quanto tempo é, enfim, preciso, para eu poder dizer com vontade "Ano Novo"? Assim, em números, digam lá... sabem responder-me?

15 comentários:

Anónimo disse...

Don't know. Regarding you, we never know. But there's one thing I'm sure of, when it comes, there's no turning back. One day you wake up and there's no pain left. Yesterday it was still there, today it's gone. That's how it works for you. Random. Chance. And don't forget to smile, because who knows? It can happen tomorrow.

Carolina do Mónaco disse...

Sabes que à pergunta do tempo não te sei responder, mas há uma coisa que me tem acontecido ultimamente. Por exemplo: lembro-me de termos falado muito sobre um determinado assunto e de teres cá vindo a casa ficar e de estar na praia, mas não me preocupo com a ordem das coisas no tempo. O que foi primeiro, e a seguir? Apenas que foi muito agradável.
Assim, em números: é preciso todo o tempo e não é preciso tempo nenhum, além de um segundo para tudo mudar e passarmos a caminhar noutra direcção.
Boas caminhadas Jade, leva sombrinha.

Inside me disse...

Well i whould say that YKW knows you better than you, so it will be one (1).

One random day, when the present and the look into the future starts making sence to you.

Well this is not from YKW but is from inside me.

NIPT Kisses

Maria disse...

O tempo é o que é, sem tempo.
Jade, tenha Fé e Esperança .
Um beijinho

Shadow disse...

(Como em muitas outras coisas) Concordo com a princesa do monaco que aqui escreve...
Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem (Marcel Proust). Suponho que seja aqui que nos fazemos valer do livre arbítrio... o tempo é muito tempo quando o acharmos que o é. O tempo é tempo demais qd sentimos o seu peso...

Beijinho

fuschia disse...

Começa a ser muito tempo quando começamos a sentir que já deveriamos estar a avançar...Não há numeros, às vezes a verdade é mais simples que isso. A partir do momento em que nós começamos a perceber que estamos há muito tempo no mesmo sitio, mesmo que não consigamos ainda avançar, significa que finalmente estamos prontas para ir.

Sol disse...

Eu aposto no 70x7, que é o número de vezes que devemos perdoar quem nos magoa... Suponho que precisemos do mesmo número de vezes para nos perdoar, ou apagar uma parte de nós próprios. Porque 70x7 é infinito e há coisas que nunca mudam... Não sei fazer a conversão exacta do binómio "número de vezes - dias" mas acredito que infinito seja para sempre, seja todo o tempo do mundo.

Sabes, eu sou da opinião que não devemos esquecer nada. Guardar tudo e aprender a viver com isso. Numa caixa fechada que não precisamos voltar a abrir mas que sabemos que está lá.

É por isso que te desejo um 2009 cheio de coisas boas, que te permitam, não esquecer, mas arrumar bem arrumado esse assunto que te perseguiu em 2008.

(Repara que não utilizei uma única frase feita) =)

Beijinhos *

Jade disse...

Anónimo, ainda não foi hoje. Sorrir não está fácil, mas conhecendo-me como me conheço, não tarda muito ele, o sorriso, está aí.
Carolina, adorei o comentário. Também me lembro muito desse Verão, da inauguração da minha época balnear a 1 de Setembro. Uma época que durou dois dias... fantásticos.
Inside me, no one knows me better than myself. No one.
Maria, obrigada pelo optimismo de sempre.
Shadow, o peso do tempo já se faz sentir. Simplesmente ainda não o consegui tirar dos ombros. A princesa é, de facto, uma pessoa fantástica, nisso concordamos.
Fuschia, oxalá tenhas razão. Eu sinto-me pronta para avançar. Acho é que não me livro daquela sensação horrível de que me esqueci de qualquer coisa, e volto repetidamente atrás, tipo maníaca-compulsiva, estás a ver?
Sol... nem sei que te diga. Acho que te digo o que digo a todos os que gostam de mim, e sobretudo a mim mesma: tenho que aprender a ser mais positiva, e isso inclui ter paciência para esperar mais tempo por coisas que os comuns mortais normalmente resolvem rápido. Sou muito lenta em tudo.
Beijos a todos

Pólo Norte disse...

O teu tempo.

Jade disse...

Pólo Norte, bem-vinda. Adorei o teu blogue. Volta sempre. Bjs

Dry-Martini disse...

Só para dizer que já enviei um cabaz especial por pombo correio. Trate bem dele (pois é pesado) mas não o coma :)

XinXin

Dry-Martini disse...

Referia-me logicamente ao pombo, não ao cabaz :)

XinXin

PS: Não vi qual o comentário que te referias. Podes tratar-me por "tu" a 3ª pessoa é meramente provocatória .)

Jade disse...

Está no post anterior a este. Eu percebi que não era para comer o pombo. (Também não o faria, de qualquer modo...)

Márcia disse...

“no início era o zero.
Tudo começa com o nascimento, …
Assim surge o 1.
Depois do nascimento começa a interacção com os outros, surgem relacionamentos, o 1 soma-se a si mesmo e surge o 2. São as primeiras emoções, ligadas à descoberta do outro.
O ser nascido cresce, expande-se, aprende a usar os sentidos, o seu corpo, interage com a Natureza e com tudo o que o rodeia.
Deste modo surge o 3, as emoções da descoberta das possibilidades da vida.
Mas esta expansão pode tornar-se caótica se não tiver estrutura e organização. Surge então o 4, que estabiliza e dá forma à energia que se expande e estabelece a ligação a matéria. …
Finalmente, a sabedoria acumulada ao longo do percurso pode ser partilhada em doação plena, de coração aberto à incondicionalidade do amor.
É o 9, o fim do caminho, a chegada.


1º texto do Blogue 13 /3/ 2008

O dia 13 pertence a pessoas viradas para o mundo de negócios, gostam de comprar e vender.
O mês 3 (Março) – A sua influência revela-se na vontade de dedicação a uma qualquer forma de arte, como profissão ou hobby.
O Ano 2008 – São anos de novos começos e início de ciclo.

Portanto, com base nos números, és uma BIG escritora, e que estás no bom caminho.

Uma professora de Matemática

(Se quiseres a prova do que escrevi, é só pedires)

Jade disse...

Espectacular! Valeu mesmo a pena esperar. Tu, que nem sequer lias horóscopos, rendida à numerologia. Como eu digo sempre, esta malta das matemáticas...
Não preciso de provas, claro que não. Podias era ensinar-me, que eu já me esqueci, a fazer a prova dos nove... LOL
Beijinhos