Faz hoje onze anos que o meu avô morreu.
Quando ele morreu, eu tinha vinte e um, era já adulta, e tinha comigo todos os bons vícios que ele me incutiu desde sempre. Tinha garra, tinha objectivos, tinha força de vontade, tinha carisma, tinha tudo. Depois, ao longo dos meus vintes, fui perdendo uma a uma todas essas qualidades.
Nunca mais consegui ver um Grande Prémio de Fórmula 1 na televisão. Nunca mais fui a Belém num fim-de-semana só olhar o rio e os nossos cisnes, meus e dele, um casal de cada cor. Naqueles lagos onde ele dizia sempre, estes, um dia, já foram patinhos feios, acreditas nisto? Nunca mais me consegui disciplinar o suficiente para chegar a casa depois de um dia de trabalho e me sentar à secretária com um copo de leite e uma sandes de marmelada e queijo, como sempre fiz desde a primeira classe até ao dia que ele morreu. Passava horas a trabalhar, com ele ao meu lado a levantar-se de tempos a tempos para me ir buscar umas bolachas ou um café quentinho. Tenho agora uma profunda aversão a trabalhar em casa porque ele me faz uma falta imensa e não sei o que é concentrar-me sem companhia. Não sei, ainda não aprendi em onze anos, o que é fazer seja o que for, sem companhia. Nunca mais bebi leite em pó. Nunca mais reli qualquer uma d’As Aventuras dos Cinco. Nunca mais adormeci na casa-de-jantar. Nunca mais nada foi igual.
E minto se disser que nunca mais o vi, porque ele regressa-me, de quando em vez, em sonhos ou em imagens nítidas. A maior parte das vezes de sobrolho bem carregado, a dizer-me, zangado, a menina não está boa da cabeça…
Na década que durou os meus vinte anos, tinha as coisas organizadas para viver uma vida convencional, aquela que se espera de uma jovem portuguesa que queira ter o seu lugar na sociedade. Tinha muitos amigos, tinha um namorado apresentável, tinha uma casa comprada a meias, um emprego, expectativas de casamento “para sempre”, com filhos e cão à mistura, finanças desafogadas, uma família aceitável, Natais como deve ser, tinha tudo.
Contra tudo o que prometia a neta de seu avô, um dia resolvi mandar a perfeição às urtigas, com a convicção de que nada do que tinha ia bem com o meu tom de pele. Desfiz-me do namoro e da casa, dos amigos que achei que me falhavam já vezes demais, da parte da família que teimava em não me ouvir e que pregava o politicamente correcto das aparências, duma vida que, por muito conto de fadas que fosse, não era para mim. Na altura, poucos me entenderam mas nenhum ousou contrariar-me. Parti para a Cidade de Deus e fui-me deixando ficar. Surgiu um novo amor, um amor verdadeiro que me ensinou, de facto, muitas das grandes lições que aprendi na vida adulta. E depois perdi-o. Perdi-o durante este último ano, não o ano que se inicia a cada 1 de Janeiro, mas o que se inicia a cada 1 de Dezembro. Porque a minha nova vida começou no dia em que perdi o meu pai.
Hoje, então, é dia de Ano Novo e falei muito com o meu avô. Expliquei-lhe que foi um ano muito mau, que tive grandes desgostos, que passei por muitas chatices de saúde, que não acabei a dissertação de mestrado, que quanto mais o tempo passa menos vontade tenho de trabalhar e de ser útil, mais vontade tenho de desistir, de partir, de o rever e o abraçar. Expliquei-lhe que nestes últimos anos, houve alguém que me segurou pela mão e o substituiu no seu papel de companheiro, de amigo, de força motriz e motor de arranque, e que este ano foi o primeiro em que contei apenas comigo mesma para me arrastar pelos dias sem deixar nada de importante por fazer. E que falhei redondamente. Também lhe disse que isso foi à custa de muita dor e de alguns acessos de desespero, e que, apesar de tudo, só por estar ainda viva ganhei algum amor-próprio e auto-estima, coisa que nunca tive enquanto tinha ao lado quem me amasse. E perguntei-lhe, finalmente, estás muito zangado?
E ele disse-me que sim. Que estava zangado. Que estava furioso. Enfurecido por não poder ter corpo terreno para me dar um valente par de berros. Por eu estar, de há um ano para trás a esta parte, a comportar-me como uma idiota, a lamentar-me de uma situação que fui eu que escolhi, eu que provoquei, e da qual jamais me arrependi, que foi virar costas a tudo o que na minha vida era artificial. E disse-me, já mais calmo, que tenho que pensar que, bem ou mal, me livrei a tempo de uma vida que não queria para mim e que nunca teria resultado numa situação melhor que a que tenho agora. E que a situação que tenho agora é perfeita para cumprir o meu destino, a minha lenda pessoal, como diz aquele autor brasileiro. E que devo usar da auto-estima que nasceu a ferros para seguir o meu caminho.
E disse-me que a neta que ele criou e educou com tanto amor e carinho lhe deu uma grande alegria quando, sem ninguém perceber porquê, voltou costas ao convencional e bateu com a porta ao “felizes para sempre”. Que a neta que ele criou e educou com tanto carinho, nunca foi falsa ou mentirosa nos afectos, e tem como suprema responsabilidade lutar até ao fim por um estado de satisfação e prazer, um vislumbre de felicidade. Que a neta que ele criou e educou com tanto carinho, jamais seria feliz ao lado de um qualquer que não fosse exactamente aquilo que ela sonhou, que não é muito nem perfeito, mas não admite cópias baratas. Nem pressões sociais.
Neste dia de Ano Novo, a minha única resolução, uma vez mais, é não deixar ficar mal o meu avô. E para isto, não é preciso muito. Uma boa dose de coragem e outra de auto-estima para, no meio dos gritos da multidão, conseguir ouvir a minha própria voz, autêntica, genuína, inteligente e bem formada pelos anos de educação que me deu o melhor pai do Mundo.
Quando ele morreu, eu tinha vinte e um, era já adulta, e tinha comigo todos os bons vícios que ele me incutiu desde sempre. Tinha garra, tinha objectivos, tinha força de vontade, tinha carisma, tinha tudo. Depois, ao longo dos meus vintes, fui perdendo uma a uma todas essas qualidades.
Nunca mais consegui ver um Grande Prémio de Fórmula 1 na televisão. Nunca mais fui a Belém num fim-de-semana só olhar o rio e os nossos cisnes, meus e dele, um casal de cada cor. Naqueles lagos onde ele dizia sempre, estes, um dia, já foram patinhos feios, acreditas nisto? Nunca mais me consegui disciplinar o suficiente para chegar a casa depois de um dia de trabalho e me sentar à secretária com um copo de leite e uma sandes de marmelada e queijo, como sempre fiz desde a primeira classe até ao dia que ele morreu. Passava horas a trabalhar, com ele ao meu lado a levantar-se de tempos a tempos para me ir buscar umas bolachas ou um café quentinho. Tenho agora uma profunda aversão a trabalhar em casa porque ele me faz uma falta imensa e não sei o que é concentrar-me sem companhia. Não sei, ainda não aprendi em onze anos, o que é fazer seja o que for, sem companhia. Nunca mais bebi leite em pó. Nunca mais reli qualquer uma d’As Aventuras dos Cinco. Nunca mais adormeci na casa-de-jantar. Nunca mais nada foi igual.
E minto se disser que nunca mais o vi, porque ele regressa-me, de quando em vez, em sonhos ou em imagens nítidas. A maior parte das vezes de sobrolho bem carregado, a dizer-me, zangado, a menina não está boa da cabeça…
Na década que durou os meus vinte anos, tinha as coisas organizadas para viver uma vida convencional, aquela que se espera de uma jovem portuguesa que queira ter o seu lugar na sociedade. Tinha muitos amigos, tinha um namorado apresentável, tinha uma casa comprada a meias, um emprego, expectativas de casamento “para sempre”, com filhos e cão à mistura, finanças desafogadas, uma família aceitável, Natais como deve ser, tinha tudo.
Contra tudo o que prometia a neta de seu avô, um dia resolvi mandar a perfeição às urtigas, com a convicção de que nada do que tinha ia bem com o meu tom de pele. Desfiz-me do namoro e da casa, dos amigos que achei que me falhavam já vezes demais, da parte da família que teimava em não me ouvir e que pregava o politicamente correcto das aparências, duma vida que, por muito conto de fadas que fosse, não era para mim. Na altura, poucos me entenderam mas nenhum ousou contrariar-me. Parti para a Cidade de Deus e fui-me deixando ficar. Surgiu um novo amor, um amor verdadeiro que me ensinou, de facto, muitas das grandes lições que aprendi na vida adulta. E depois perdi-o. Perdi-o durante este último ano, não o ano que se inicia a cada 1 de Janeiro, mas o que se inicia a cada 1 de Dezembro. Porque a minha nova vida começou no dia em que perdi o meu pai.
Hoje, então, é dia de Ano Novo e falei muito com o meu avô. Expliquei-lhe que foi um ano muito mau, que tive grandes desgostos, que passei por muitas chatices de saúde, que não acabei a dissertação de mestrado, que quanto mais o tempo passa menos vontade tenho de trabalhar e de ser útil, mais vontade tenho de desistir, de partir, de o rever e o abraçar. Expliquei-lhe que nestes últimos anos, houve alguém que me segurou pela mão e o substituiu no seu papel de companheiro, de amigo, de força motriz e motor de arranque, e que este ano foi o primeiro em que contei apenas comigo mesma para me arrastar pelos dias sem deixar nada de importante por fazer. E que falhei redondamente. Também lhe disse que isso foi à custa de muita dor e de alguns acessos de desespero, e que, apesar de tudo, só por estar ainda viva ganhei algum amor-próprio e auto-estima, coisa que nunca tive enquanto tinha ao lado quem me amasse. E perguntei-lhe, finalmente, estás muito zangado?
E ele disse-me que sim. Que estava zangado. Que estava furioso. Enfurecido por não poder ter corpo terreno para me dar um valente par de berros. Por eu estar, de há um ano para trás a esta parte, a comportar-me como uma idiota, a lamentar-me de uma situação que fui eu que escolhi, eu que provoquei, e da qual jamais me arrependi, que foi virar costas a tudo o que na minha vida era artificial. E disse-me, já mais calmo, que tenho que pensar que, bem ou mal, me livrei a tempo de uma vida que não queria para mim e que nunca teria resultado numa situação melhor que a que tenho agora. E que a situação que tenho agora é perfeita para cumprir o meu destino, a minha lenda pessoal, como diz aquele autor brasileiro. E que devo usar da auto-estima que nasceu a ferros para seguir o meu caminho.
E disse-me que a neta que ele criou e educou com tanto amor e carinho lhe deu uma grande alegria quando, sem ninguém perceber porquê, voltou costas ao convencional e bateu com a porta ao “felizes para sempre”. Que a neta que ele criou e educou com tanto carinho, nunca foi falsa ou mentirosa nos afectos, e tem como suprema responsabilidade lutar até ao fim por um estado de satisfação e prazer, um vislumbre de felicidade. Que a neta que ele criou e educou com tanto carinho, jamais seria feliz ao lado de um qualquer que não fosse exactamente aquilo que ela sonhou, que não é muito nem perfeito, mas não admite cópias baratas. Nem pressões sociais.
Neste dia de Ano Novo, a minha única resolução, uma vez mais, é não deixar ficar mal o meu avô. E para isto, não é preciso muito. Uma boa dose de coragem e outra de auto-estima para, no meio dos gritos da multidão, conseguir ouvir a minha própria voz, autêntica, genuína, inteligente e bem formada pelos anos de educação que me deu o melhor pai do Mundo.
22 comentários:
Se estivessemos a menos de 100km vá... e nao a uns 300/400. Hoje ia ter contigo, pegava.te na mão e dizia:
"Anda, vamos jantar, ao cinema e ouvir o mundo. Xiuuu... só ouvir o mundo, para que ele mais tarde te ouça a ti com a paciencia que mereces".
Mas isso sou eu que sou parva, e deixo beijinho e abraço e tudo :)
F.
Thanks, Sweety. Não és nada parva. nada mesmo. Beijinhos
E eu creio que os avôs e as avós nos amam incondicionalmente, acima de tudo, e que o fazem nesses gestos de uma simplicidade comovente, com os seus dedos como galhos de árvores seculares agarrando confiantemente em pratos de comida e nozes acabadas de descascar. Eles seguram o frio longe de nós, seja no seu abraço já sem força mas com poder, seja com o tecido forte de recordações boas, de risos quentes e mistérios de infância. Eles devolvem-nos a esperança pintando um arco-íris no céu carregado, que damos por nós a contemplar, num gesto só nosso que julgamos que outros não vêem. Como é que pudeste ter dúvidas...
Beijo
Pan
Como é que pude ter dúvidas? Porque não disse nem metade do que queria com um décimo da poesia com que acabaste tu de o fazer. Obrigada, Pan.
Ah, e o arco-íris, pois. No meio de tudo não me tinha lembrado que o arco-íris que vi hoje pudesse ser um resto do seu sorriso. Não me lembrei, mas agora que mo lembraste, acho que vou dormir bem mais quentinha.
Estou arrepiada. Pela humanidade (estarei a expressar-me bem?) do teu texto, pelo amor e pela saudade que nele estão descritos e por uma (mais uma) coincidência, e esta assombrosa: tambem faz hoje anos, doze anos que o meu avô morreu. Tinha eu seis anos, na altura.
Olá. Depois desta ausência sua, falou de algo que me tocou, com uma diferença; a minha mãe, e os meus irmãos mais velhos.Mas eu também nunca me arrependi de deixar o amor , que foi, da minha vida. Nunca me arrependei de ter virado a minha vida. Nunca me arrependi de ser o que sou agora, mais velha, mais madura e ainda com a esperança de amar.
A idade não conta Jade, conta o sentimento que está dentro de coração.
Nunca se arrependa de nada. O seu avô "tem razão".
Um beijinho.
Há, de facto, memórias que só os nossos avós nos proporcionam. Também eu nunca mais tive aqueles verões, grandes, onde o tempo e o espaço para brincar nunca mais acabava. Onde recriava as aventuras dos Cinco (que eu sempre adorei), com alguém que também já não está presente, mas que penso que nunca me abandonou -é nele que penso quando oiço "Pedaço de Mim"- o verso que diz que a "saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho (irmão) que já morreu".
Quero agradecer-te por me proporcinares recuperar memórias tão doces (onde também me deliciava com marmelada e boleimas de maçã) de um tempo onde era infinitamente mais puro, mais feliz porque acreditava que o mundo seria sempre assim, alegre, despreocupado, sincero.
Quanto àquilo que dizes que abandonaste, não sei o que foi, mas penso, por aquilo que hoje observo, que a tua coerência não pode ser um fardo, porque é uma das características mais dificeis de encontrar, por muito que ela nos inquiete e nos "desinstale".
Continua assim, porque o caminho também é feito de girassóis, não é só de pedras.
Dr. House
Amiguinha,
tenho uma lágrima pequenita no canto do olho, fizeste-me tambem lembrar do meu avô.
Os nossos avós vão sempre querer ver-nos a percorrer o melhor caminho, vão surgir-nos para indicar-nos e orientar-nos a entender os sinais e os valores da vida, mesmo quando não se vê uma luz ao fundo do túnel.
Beijos aos Avós
Quase precisava de outro post para vos responder...
Maria, estive ausente porque tive a escrever coisas importantes. Umas profissionais, outras do foro privado e asseguro-lhe que dei o meu tempo por bem empregue. Sobrou foi pouco para me dedicar a temas postáveis, e quando surgiu a oportunidade...era dia de Ano Novo. A morte é um tema que gera sempre muitas lembranças na maior parte de nós, infelizmente, mas o segredo é lidar bem com as ausências. Se descobrir como se faz, ensine-me que bem preciso.
Alexandra... realmente temos coincidências nas nossas vidas dignas de nota, bolas... enfim, espero que nessa idade tenhas superado tudo bem melhor que eu, com a tal doce sabedoria das crianças pequenas.
Agora vou fazer um intervalinho, para o comentário não tomar proporções avassaladoras.
Dr House... nem sei que dizer. Já suspeitava do tal verso da música, sabendo muito ao de leve dessa ausência terrível que tens na vida. Eu não sei o que é isso, nunca tive irmãos, nem nunca perdi nenhum amigo/amiga próxima, que acho que deve ser o que de mais parecido há. Coisas más acontecem a boas pessoas, é o que eu sei e lamento. Quanto à coerência... quando deixei o meu namorado de muitos anos, estava convencida que o fazia para meu bem (que tinha encontrado o amor da minha vida) e dele (que não casaria com uma mulher que o amaria sempre menos que o suficiente, o que ele não merecia). Quanto a isso, não tenho dúvidas que fiz bem. A incoerência advém do facto de, depois de ter perdido o meu grande amor, me lamentar por estar só. Como se estar acompanhada por um qualquer fosse preferível. É isso que é incoerente, o não conseguir deixar de me lamentar, entendes? O não conseguir evitar sentir-me triste, sem saber aceitar que, em última análise, me deveria dar por feliz. Antes não poder comer chocolate, que não lhe conhecer o sabor.
Miro, ora cá está um dos amigos que ficou desses tempos conturbados. Um dos que me apoiou. Um dos que lá esteve. Nem sempre de acordo comigo, que gosto pouco que me digam sim a tudo. Mas também gosto que me façam ver as coisas com lealdade, com amizade e tacto, nunca com raiva, gritos e sentimentos que pouco têm de solidários ou construtivos. Foi por isso que uns foram e outros ficaram.
Obrigada,
Beijos a todos
Dr. House... agradeço-te o facto de, numa semana stressante, como a última, te teres referido aos girassóis, de que gosto tanto, num contexto tão peculiar. Tu, que não és famoso pela tua simpatia, tiveste, sem dúvida, uma das melhores frases de todos os tempos. Fizeste-me rir, e está tão escasso o riso para estas bandas, que eternizaste um simples comentário num momento inesquecível. Obrigada.
O crescimento que sofreste nos últimos tempos foi muito dificil de ultrapasar. Mas, tal como tudo o que fazes, conseguiste superar com mérito. Ultrapassaste estigmas e convenções. Cortaste cordões umbilicais que te puxavam tal marioneta. És tu. Mais forte, menos simpaticazinha, mas também mais doce e compreensiva.
Nunca tive amor de avó ou avô. Quando nasci só me sobrava uma, que admiro por ter sido capaz de criar filhos num tempo em que não havia aquecedores nem antibióticos, e estes morriam como tordos ao sabor das gripes e outras maleitas. Mas que limpava a cara quando lhe dava um beijinho...
Anyway...
Um Próspero Ano Novo jadês, Jade.
Eu tenho um desejo, se me posso permitir tal arrogância para o teu ano que começa agora.
Acaba lá de escrever isso para eu poder apanhar o meu primeiro pifo, ok?
Muito carinho e calor para ti.
P.S. nas férias liga-me e vamos almoçar num dia de semana.
Ora cá está outra das que ficaram, e não me deixa mentir. Sôdôna Carolina, Your Highness, como vai a vidinha? Há quem me tenha prometido uma viagem a dois a Nova Iorque quando terminasse o mestrado... mas acho que prefiro o pifo do presidentedajunta, o que é a Big Apple ao lado dum momento histórico? Mmmmmmmm. Parece que vou ter mesmo que ter uma conversa com o meu amigo Auster...
Beijinhos
Olá!
Vim fazer mais uma visitinha ao teu blog que considero ser dos mais inteligentes e interessantes que conheço.
Verdadeiro ou não, como dizes, o que interessa é que o que tu escreves é genuíno. E por ser tão genuíno e carregado de sentimento é que eu chorei ao ler este texto que escreveste.
Na minha humilde opinião é tão bom que nem tenho mais palavras para descrever o que senti ao lê-lo :)
Obrigada, Cuidandodemim. Verdadeiro, verdadeiro, nunca poderia ser, não me chamo Jade, não dou nomes verdadeiros a pessoas reais e quando o faço, ou fiz, foi a pessoas que o autorizaram (não me lembro de nenhuma) ou que já morreram, como o meu avô. Conto as coisas como se passam, mais coisa, menos coisa, embora altere datas, sítios, pormenores e detalhes. Outras calo. Mas nada do que aqui é dito vai contra aquilo em que acredito. às vezes faço caricaturas e exageros mas sempre com base nas minhas mais profundas convicções. Posso não ser verdadeira, mas sou genuína.
Beijos
Beautiful, this text. Gorgeous, you.
Y K W
Os comentários são queridíssimos, mas antes de os publicar dei voltas à cabeça com o nick. Ainda por cima com a história do Write me soon, no outro texto... mas já percebi. Too lazy to write "You Know Who"??? É mesmo a lei do menor esforço, LooooooL! Eu escrevo, eu escrevo... um postalinho de Natal, serve? És um cómico. Thanks.
Reconhecer é mais do que aquilo que a grande maioria das pessoas consegue. Muito mais... Só por isso, temos mulher. E algures no céu (se acreditares nele), há orgulho de certeza, mesmo que seja entre vontades de bater e de ralhar um bocadinho.
Um beijinho cheio de Sol.
Thank you, my Sunny friend. Tenho a certeza de que nas coisas básicas, não o desaponto. São os pormenores que estragam tudo. Mas o que ele queria mesmo era que eu fosse feliz (para isso trabalhamos) sem perder o carácter nem a honestidade. E essas duas qualidades, eu sei que tenho.
Fiquei sem palavras... Jade Sweet Jade ...
... mas vou voltar com mais tempo...
... profundo muito profundo...
Inside me, volte sempre...
Nem todos os posts são tão sentidos, tão genuínos ou tão profundos como este. Mas volte e diga de sua justiça.
Obrigada
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