Na sua obra O Banquete, Platão teoriza sobre o amor. Apresenta-nos uma argumentação na qual, nos primórdios da humanidade, todos os seres teriam sido híbridos. Pares unidos corporeamente e que nem sempre teriam dois sexos diferentes. Pares que, por um motivo que já não lembro, li a obra há muitos anos, teriam depois sido divididos em dois com a responsabilidade e o dever de reencontrar as suas metades em vidas subsequentes. Explica assim o amor, o heterossexual e o homossexual, com a mesma naturalidade.
Gosto muito desta teoria. Sou uma romântica e acredito em almas gémeas. Simplesmente não acredito que essas almas se tenham dividido ao meio, e seja tudo uma questão de pares. Acho que algumas dessas almas foram estilhaçadas em várias. Não sei precisamente em quantas. Mas sei que, no meu percurso de trinta e três anos, já reconheci, pelo menos, duas. Uma é a minha mãe. Outra é um amor que tive. E tenho, porque o amor é eterno. Acredito que o amor verdadeiro não morre antes de nós. Não é substituído por outros. Acredito que posso amar vários homens sem trair nenhum. Acredito que o amor é uma soma, não uma substituição. E devemos entregar-nos a um de cada vez, respeitá-lo com lealdade, viver exclusivamente para esse, sem contudo fazermos tábua rasa do anterior, negá-lo, apagá-lo, ignorar a sua existência ou desrespeitar a importância que, a ser verdadeiro, terá sempre.
As minhas almas gémeas são ambas pessoas com quem entro frequentemente em conflito. Com quem tenho relações de amor-ódio, sendo o ódio a face lunar da frustração das ausências, de momentos em que não nos encontramos no meio das nossas vidas e de todo o ruído envolvente, momentos de perda de intimidade e sintonia.
Havendo o conflito, o uso de palavras duma dureza avassaladora, o frequente desgosto e a mútua violência de atitudes, como se pode afirmar, como posso eu ter certeza absoluta, que estou perante uma alma gémea, na presença da minha mãe e de determinada figura masculina? É uma questão de osmose. E esta palavra traz sempre uma ironia implícita porque soa a champô, mas é uma palavra que eu adoro e uso muito raramente. Com homens apliquei-a apenas uma vez, e nunca a desdisse ou dela me arrependi. Com a minha mãe é tão frequente que só não assusta porque caiu num ciclo de rotinas avassalador.
Diz Paulo Coelho, num dos seus livros, que agora já não leio mas me acompanharam em tempos, e que critico com conhecimento de causa, mas me marcaram em muitos aspectos, que “as almas-gémeas se reconhecem pelo brilho dos olhos”. Não só, mas também. No meio da mentira, da máscara, da transparência e da invisibilidade, há olhares que não conseguimos, porque a alma fala mais rápido que o corpo, e o coração se sobrepõe involuntariamente ao cérebro, evitar. Esses olhares, que expressam uma verdade inconsciente e involuntária, escondida ou envergonhada, esses olhares são reconhecidos pelo outro sem margem para quaisquer dúvidas. As duas almas (ou a mesma alma) aí, comungam, e não há palavras mentirosas que ludibriem a posteriori o que foi dito por instâncias superiores a dois corpos teimosos.
Acredito em almas gémeas e conheço duas das minhas. Não sei se fazemos parte duma única anterior e primordial, ou se somos almas irmãs, mas sei que se passam coisas entre nós que vão muito além de explicações racionais e científicas, e que por isso entram na natureza do absurdo e, aos olhos de outros e por vezes aos meus, do ridículo.
Gosto muito desta teoria. Sou uma romântica e acredito em almas gémeas. Simplesmente não acredito que essas almas se tenham dividido ao meio, e seja tudo uma questão de pares. Acho que algumas dessas almas foram estilhaçadas em várias. Não sei precisamente em quantas. Mas sei que, no meu percurso de trinta e três anos, já reconheci, pelo menos, duas. Uma é a minha mãe. Outra é um amor que tive. E tenho, porque o amor é eterno. Acredito que o amor verdadeiro não morre antes de nós. Não é substituído por outros. Acredito que posso amar vários homens sem trair nenhum. Acredito que o amor é uma soma, não uma substituição. E devemos entregar-nos a um de cada vez, respeitá-lo com lealdade, viver exclusivamente para esse, sem contudo fazermos tábua rasa do anterior, negá-lo, apagá-lo, ignorar a sua existência ou desrespeitar a importância que, a ser verdadeiro, terá sempre.
As minhas almas gémeas são ambas pessoas com quem entro frequentemente em conflito. Com quem tenho relações de amor-ódio, sendo o ódio a face lunar da frustração das ausências, de momentos em que não nos encontramos no meio das nossas vidas e de todo o ruído envolvente, momentos de perda de intimidade e sintonia.
Havendo o conflito, o uso de palavras duma dureza avassaladora, o frequente desgosto e a mútua violência de atitudes, como se pode afirmar, como posso eu ter certeza absoluta, que estou perante uma alma gémea, na presença da minha mãe e de determinada figura masculina? É uma questão de osmose. E esta palavra traz sempre uma ironia implícita porque soa a champô, mas é uma palavra que eu adoro e uso muito raramente. Com homens apliquei-a apenas uma vez, e nunca a desdisse ou dela me arrependi. Com a minha mãe é tão frequente que só não assusta porque caiu num ciclo de rotinas avassalador.
Diz Paulo Coelho, num dos seus livros, que agora já não leio mas me acompanharam em tempos, e que critico com conhecimento de causa, mas me marcaram em muitos aspectos, que “as almas-gémeas se reconhecem pelo brilho dos olhos”. Não só, mas também. No meio da mentira, da máscara, da transparência e da invisibilidade, há olhares que não conseguimos, porque a alma fala mais rápido que o corpo, e o coração se sobrepõe involuntariamente ao cérebro, evitar. Esses olhares, que expressam uma verdade inconsciente e involuntária, escondida ou envergonhada, esses olhares são reconhecidos pelo outro sem margem para quaisquer dúvidas. As duas almas (ou a mesma alma) aí, comungam, e não há palavras mentirosas que ludibriem a posteriori o que foi dito por instâncias superiores a dois corpos teimosos.
Acredito em almas gémeas e conheço duas das minhas. Não sei se fazemos parte duma única anterior e primordial, ou se somos almas irmãs, mas sei que se passam coisas entre nós que vão muito além de explicações racionais e científicas, e que por isso entram na natureza do absurdo e, aos olhos de outros e por vezes aos meus, do ridículo.
Sei que eu e a minha mãe temos na nossa história vários casos de telepatia, acredite quem quiser. Sei que temos muitos casos de simultaneidade de acções e pensamentos. Sei que temos casos em que uma sofre de um desconforto inexplicável para, no final da noite, falar com a outra e esta estar metida em sarilhos graves. Eu e a minha mãe temos uma relação que vai muito para além do amor maternal/filial. Aliás, vivi toda a minha vida convencida de que somos a verdadeira negação do que este tipo de amor é suposto ser, a nível convencional. Desempenhamos, desde o início, papéis muito dissolvidos um no outro. Há, então, quem me acuse à boca cheia de ser uma má filha. Porque as noções de respeito, de autoridade e de status, convencionalmente aceites, não cabem na nossa interacção. Se calhar, a nível de papéis sociais, falhamos muito ambas nos nossos. Mas não há ninguém no Mundo que goste mais de mim que ela. E o contrário também é verdadeiro. Muitas vezes quem nos rodeia diz que somos doentias. Eu digo, apenas, que somos almas gémeas. Enfiadas em corpos com papéis sociais que não permitem igualdade de respostas e atitudes, ela sempre acima, “Sou tua mãe, vê lá como é que falas…”.
Acredito em almas gémeas, e o meu estilhaço masculino arrasta-se pela vida num caminho paralelo ao meu. Já aprendi a aceitar que duas rectas paralelas jamais se encontram, mas as nossas seguem caminhos separados que estão desenhados num espaço suficientemente próximo para que nos consigamos observar de lés-a-lés. Sempre falámos em silêncio, a distância que nos separa não é grande novidade. Nunca acreditámos em palavras ditas com a profunda seriedade de quem está a ser sincero, por isso a ausência de discurso não muda grande coisa. E sempre identificámos entrelinhas, por isso continuamos ambos a escrever, mas agora para outros lerem o que sabemos ser dirigido, em primeiro lugar, ao nosso outro. E não tenho dúvidas de que continuamos a sorrir o mesmo sorriso. E a achar graça a coisas que mais ninguém acha. E a partilhar as mesmas paixões e os mesmos interesses. E a dizer as mesmas coisas em uníssono. Não preciso de o ter ao meu lado para saber que é ao meu lado que ele caminhará sempre. Embora numa recta paralela. Estaremos sempre sintonizados no mesmo posto. Mesmo agora, que seguimos vidas distintas, sem nos determos muito a lamentar o facto de isso acontecer.
As almas-gémeas, acho eu, por experiência, não sentem grande necessidade de partilhar mais que a profunda sorte de se terem encontrado em tempo útil. A identificação é o supremo milagre. O amor é inevitável e existe, mesmo que não seja vivido como é suposto que aconteça entre os homens. Aquelas pessoas fazem parte de algo que em mim é maior. E, de cada vez que os nossos olhos se encontram, eu sei disso e elas também. Embora nenhuma das duas acredite em almas-gémeas. A verdade é que nenhuma das duas jamais soube explicar que tipo de envolvimento tem comigo. E eu sei. Porque sou romântica, e explico tudo aquilo que não tem explicação pelo grande mistério que é o amor supremo.
Acredito em almas gémeas, e o meu estilhaço masculino arrasta-se pela vida num caminho paralelo ao meu. Já aprendi a aceitar que duas rectas paralelas jamais se encontram, mas as nossas seguem caminhos separados que estão desenhados num espaço suficientemente próximo para que nos consigamos observar de lés-a-lés. Sempre falámos em silêncio, a distância que nos separa não é grande novidade. Nunca acreditámos em palavras ditas com a profunda seriedade de quem está a ser sincero, por isso a ausência de discurso não muda grande coisa. E sempre identificámos entrelinhas, por isso continuamos ambos a escrever, mas agora para outros lerem o que sabemos ser dirigido, em primeiro lugar, ao nosso outro. E não tenho dúvidas de que continuamos a sorrir o mesmo sorriso. E a achar graça a coisas que mais ninguém acha. E a partilhar as mesmas paixões e os mesmos interesses. E a dizer as mesmas coisas em uníssono. Não preciso de o ter ao meu lado para saber que é ao meu lado que ele caminhará sempre. Embora numa recta paralela. Estaremos sempre sintonizados no mesmo posto. Mesmo agora, que seguimos vidas distintas, sem nos determos muito a lamentar o facto de isso acontecer.
As almas-gémeas, acho eu, por experiência, não sentem grande necessidade de partilhar mais que a profunda sorte de se terem encontrado em tempo útil. A identificação é o supremo milagre. O amor é inevitável e existe, mesmo que não seja vivido como é suposto que aconteça entre os homens. Aquelas pessoas fazem parte de algo que em mim é maior. E, de cada vez que os nossos olhos se encontram, eu sei disso e elas também. Embora nenhuma das duas acredite em almas-gémeas. A verdade é que nenhuma das duas jamais soube explicar que tipo de envolvimento tem comigo. E eu sei. Porque sou romântica, e explico tudo aquilo que não tem explicação pelo grande mistério que é o amor supremo.
26 comentários:
Olá Jade.
Quero te dizer que adorei o teu texto. Tens o dom de te expressares maravilhosamente através da escrita.
Eu também sou uma romântica, mas ainda tenho de evoluir muito até chegar onde estás quando dizes que as almas-gémeas não sentem grande necessidade de partilhar mais que a sorte de se terem encontrado. Eu ainda sinto necessidade de mais...
Bjn
Nem sempre digo o que realmente sinto. Porque não quero, porque não posso, porque preciso de acreditar nas verdades paralelas (há quem lhes chame mentiras descaradas) que vou criando. Espero que percebas onde quero chegar, e mudes de ideias quanto à questão da evolução para atingires o meu patamar... beijinhos
De facto.
Li há uns tempos (além de paulo coelho e tudo isso nas palavras dele) 2 livros de Brian L. Weiss. Não tenho a certeza de seria o "Muitas vidas, muitos mestres" ou "Só o amor é real", mas um deles dissertava sobre essa visão de Platão e ia de encontro ao que hoje aqui deixaste. Concordo, mas eu sou de um signo metade cavalo metade Homem lol... tenho os mesmos "quês" de romantismo and so on and on...
Acho que ias gostar de Brian Weiss, mas o principio tem de ser aceitar Hipnose e estar aberta à reencarnação.
ps: ve.se mm que terminou o 1º periodo (leia-se até à sexta feira escreves).
beijo
Sou impossível de hipnotizar. Ou incapaz de meditar. Demasiado céptica. Demasiado impaciente. Demasiado irónica. Mas o nome do autor não me é estranho. Um dia destes pego-lhe. Mas ando pouco New Age. BJS
Jade
Muito bom como sempre...
Vi á algum tempo uma descrição de almas gemeas e companheiras que me pareceu interessante e que partilho agora aqui e que vai de algum modo de encontro ao que disseste.
"Parece um destino comum, os grupos de Almas se reencontrarem para se ajudar mutuamente, para trocarem experiências para transformar a sua vida, as suas relações, as suas disposições mentais, a sua saúde física e bem-estar. E, por fim, alterar positivamente o seu destino.
São comummente conhecidas como Almas Gémeas.
Existe muita confusão, e até desinformação, sobre o que são efectivamente Almas Gémeas . Entendem-se como Almas Companheiras e não são necessariamente aquelas por quem estamos apaixonados.
Almas Gémeas são aquelas em que o amor de dois seres espirituais é muito maior que a necessidade que elas têm de ficar obrigatoriamente uma da outra. Por vezes, há reencontros em que não é possível a entrega perene numa existência actual. Mas, a magnificência de compreender e expressar o seu amor e a paz interior, que se tem depois desse reencontro, tem um significado muito maior que a própria existência."
Confesso que almas companheiras já vi e no fundo sei quem são... gemeas como a defines e como está aqui definida... olhos nos olhos... tenho pena... ainda não vi...
... e acho que teria muito mais pena de a ver andar paralelamente... ou não... não sei mesmo...
Beijos NIPT
Gosto muito desta obra do Platão também. É muito singela mas diz muito de relações humanas.
Mães e filhas!
Sempre aquele elástico entre elas, que tanto estica como a seguir se retrai e volta à posição inicial. Uma não passa sem a outra, mas, no meu caso a outra pergunta sempre tudo à uma.
Não és má filha. Simplesmente, e ainda bem para ti, foste educada fora do estigma judaico-cristão em que a mãe passa à filha uma ideia de corpo e ser, que pode ser muito perturbadora na idade adulta.
São pares! Não dominadora dominada.
Para algumas cabeças é dificil perceber. Não conheço muito bem a Jade mãe, mas é assim que vos interpreto.
Inside me... é mesmo isso: "Por vezes, há reencontros em que não é possível a entrega perene numa existência actual. Mas, a magnificência de compreender e expressar o seu amor e a paz interior, que se tem depois desse reencontro, tem um significado muito maior que a própria existência." Todos os dias me convenço que a dor de não poder ter determinada pessoa na minha casa e no meu Mundo é infinitamente inferior à felicidade maior que foi tê-la conhecido. Saber que no meio de um Mundo tão agressivo como este, em que lidas com tanta gente má e outra tanta que não te diz nada, existe alguém que te aquece o espírito, só por existir, só por saberes que sorri, que ri, que respira e sente, mesmo que num espaço diferente do teu, é um conforto de que não abro mão. Sou muito mais feliz, sou uma pessoa melhor, por saber que no meio da humanidade ele existe. Dou graças a Deus por me ter dado olhos que "no meio da multidão me permitem distinguir o homem que amo". Isto é retirado de um poema duma autora cujo nome não me lembro agora, mas que me marcou.
Carolina, tu que acompanhas há tanto tempo as minhas atribulações con mi madre, deixas-me feliz por me considerares, apesar de tudo, uma boa filha. Eu também acho que sou. Faço por isso. Permanentemente. Até quando estou furiosa. Principalmente quando estou furiosa. Beijos
Jade sweet Jade
Nunca tinha pensado as coisas desse teu ponto de vista (sabes que existe e já viste)... se calhar não muito diferente do meu mas em perspectivas diferentes...
...e passo a explicar...
... como nunca a encontrei, nunca a vi... vale a pena viver e procura-la nem que seja para vê-la apenas por um segundo, e poder dizer encontrei-te.
...mas tás em grande vantagem... e agora finalmente percebi o teu post que mais gostas ... e ...
...e as palavras faltam-me... e as lágrimas correm...
Adorei, adorei cada linha deste texto... =)
Inside Me... acho que as almas-gémeas são daquelas coisas raras que se encontram sem se procurar. Um dia, de repente, reconheces alguém que acabaste de conhecer. Falas dois minutos com essa pessoa e apreendes-lhe a essência no seu todo. Identificas-lhe os defeitos e apercebes-te que são iguais aos teus. Perdoas-lhe sempre todas as falhas, tal como acabas sempre por te perdoar a ti mesmo. E, por mais triste, deprimido ou zangado que estejas, o teu olhar sorri sempre que a vê. Mesmo que os teus lábios sorriam e os teus olhos chorem ao mesmo tempo a imensa dor de não poderes ter tudo. E convences-te intimamente da grande mentira que é a frase "É melhor assim"
Sílvia, ainda bem que gostaste. Eu confesso que também gosto do produto final.
Beijos
Jade Sweet Jade
..eu compreendo-te perfeitamente ... as palavras que me faltavam ontem e as lagrimas que chorei... não eram por mim...
... mas pela grande mentira que é a frase "É melhor assim".
... e não estás em vantagem não... não imagino o que é viver e sofrer assim...
O meu respeito por ti que já era grande... desde ontem é muito maior...
Beijos e Carinhos NIPT
Thanks. O sofrimento é, como tudo, relativo. Se me conhecesses, saberias que passo a maior parte do meu tempo a rir e a dizer baboseiras, sou uma pessoa de mau feitio mas bem-disposta, quase alegre, diria.
Não me lamentes. Acredita que para isso estou cá eu. Obsessivamente.
Beijos e Obrigada.
Jade Sweet Jade
Por acaso hoje não passaste pela margem sul... do tejo? :-) hehehe
:-))
Lindo.
Eu também sou uma romântica, sensível, mas do signo peixes, logo sou mais sonhadora e por vezes imagino tudo demasiado lindo e perfeito, como gostaria que fosse em todo o universo.
Alma gémea. Já encontrei mas não vou falar disso.
Quero sublinhar o que aqui transcrevo do seu post:
(...)Acredito que o amor verdadeiro não morre antes de nós. Não é substituído por outros. Acredito que posso amar vários homens sem trair nenhum. Acredito que o amor é uma soma, não uma substituição. E devemos entregar-nos a um de cada vez, respeitá-lo com lealdade, viver exclusivamente para esse, sem contudo fazermos tábua rasa do anterior, negá-lo, apagá-lo, ignorar a sua existência ou desrespeitar a importância que, a ser verdadeiro, terá sempre."
Pode perceber o porquê destas palavras.
Obrigado por conseguir escrever aquilo que eu nunca irei fazer.
Quanto ao Brian Weiss que uma das comentadoras faz referência, já li vários livros dele.
Gostei de "A divina sabedoria dos Mestres". No último capítulo tem alguns exemplos de meditação que se pode fazer em casa.
Vale a pena ler .
Beijinho
Inside Me, deixa-me adivinhar: ias sendo atropelado por uma louca num SeatIbiza preto com Hello Kittys e Nicis... não era eu, não!
LOL,
Bj
Sabe, Maria, sublinhou uma parte muito importante deste post. Uma parte que passa despercebida à maioria das pessoas, e que é mal-interpretada por muitas, muitas delas. As pessoas gostam muito de usar o conceito "fidelidade". Eu detesto-o. Ser fiel é ser canino e irracionalmente obediente a regras impostas. Ser fiel não advém do amor, mas da obrigação social. Não tem nada, sequer, de moral. Eu aprecio, isso sim, a lealdade. E acredito que se podem amar vários homens, sem se trair jamais qualquer um deles. Porque o amor verdadeiro nunca morre, e outros vão nascendo, tão reais e verdadeiros como o primeiro.Eu já gostei de vários homens, e há alguns, raros, que vou amar sempre, embora só um deles tenha, por enquanto, estatuto de alma-gémea.
Beijos
My precious, I will not comment this soulmate issue. If I did, you wouldn't publish it, stating I have no right of publishing personal details about your essence. I have a lot to say about this, but I'll do it by other means.
I must say this, though: I never met anyone who knew how to love others the way you do. And this to reach the mother-daughter thing. You are an amazing sweet person, and a remarkable daughter. When your mom has a headache, your head hurts a lot more. When she sneezes, you develop a fever. When she cries, you drive hundreds of kms to give her a hug, a kiss, and then the same kms back. When she laughs, your sun shines. You are a tender, sweet, caring daughter. You are as good a daughter as you are a person.
YKW
Mais um texto lindíssimo e tocante!Eu também acredito em "almas-gémeas" e é como tu dizes "não preciso de o ter ao meu lado para saber que é ao meu lado que ele caminhará sempre..."
Bjs
Rosário
Rosário, acredita que é verdade. Nem sempre chega, esse conforto. E custa muito a ausência. Duas ausências, a do beijo, que em certos momentos faz tanta falta que parece que tudo em ti vai rebentar e, sobretudo, de algumas palavras. Sinto muita falta de ver palavras, de as ver sem ter que as adivinhar. Nem é de as ouvir, é de as ver escritas e de lhes poder regressar, como a uma caixinha de música cheia de jóias brilhantes.
YKW, thanks. I believe I am a good daughter, I'm not so sure I am that good a person. A good person doesn't have the thoughts I do so often. I good person doesn't dream the dreams I do. Thanks anyway. Kiss
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
FP
calipe
Ninguém pode obrigar ninguém a amar ninguém. FP já o sabia, não é novidade.
Olá! Olá! :)
É a primeira vez que aqui passo, lol! Adorei o texto, tenho uma relação um pouco conturbada com a minha mãe, temos modos de pensar distintos, atitudes, etc, etc... (é melhor não me alargar). Mas no que toca a vontades próprias somos idênticas, parece que entramos em sintonia: o que uma tem vontade de fazer, a outra também tem, e tudo naquele preciso momento... Por acaso é engraçado...
Quanto às almas-gémeas, e porque também gosto de meditar sobre o assunto, creio que existem, mas eu ainda não a vi, deve andar algures no mundo à minha procura... lol... Fora brincadeiras, temos tendência a encaminhar o "alma-gémea" para o campo amoroso, talvez porque seja aquela parte que tanto desejamos e que nos faz falta, não discordo de todo, mas para mim a minha alma-gémea não é uma necessidade, é um bem estar, não é um homem que preencha os 300 mil requisitos, mas sim alguém que não se espera encontrar e que, por obra do acaso, se nos cruza no caminho e com o qual nos sentimos à vontade, como se já nos estivéssemos encontrado... Mas não acredito que as almas-gémeas tenham de ficar unidas para sempre, porque elas podem não ser "perfeitas" para nós...
Isto deve estar confuso, não? lol
É confuso, é, mas é mesmo isso. Faço minhas as tuas palavras. Volta sempre. bjs
Ah, só mais uma coisinha: no meu caso a alma-gémea masculina está muito longe de preencher os 300 000 requisitos do príncipe encantado (nesses não acredito) Simplesmente, como espelho meu, os seus defeitos fascinam-me e encantam-me tanto como as suas melhores qualidades. O que não tem mesmo graça nenhuma, dadas as circunstâncias, mas já aprendi a aceitar o facto e a andar em frente. Bjos
Almas gémeas?? Quem não as tem?
Quantas vezes estamos numa fila enorme e olhamos para o lado, um rapazito com ar de qualquer coisa, que sem saber porque nos toca com o olhar e questionamos a nós mesmos porque razão aquilo acontece? Se as pessoas que conheço me dizem algo seja de que modo for, e aceito a ideia que é porque as conheço, então aquele rapaz ali do lado que não conheço estou a deixar que me toque porque?? Porque fico a pensar na razão de aquela presença me inquietar?
Penso seguidamente...se o conhecesse o que representaria para mim? Seria a alma gemea que ainda não encontrei? seria aquele intruso na minha vida que quero é ver bem pelas costas?
Acredito em almas gémeas sim, mas gemeas falsas, tal como nas pessoas, são apenas parecidos ou complementares de nascimento. No caso do amor, são o conforto, a certeza da capacidade de sentir!
Tenho a minha, acho! Talvez as minhas...não sei ao certo. Não sei quem era aquele rapaz, não sei quem era aquela rapariga que me olhou...
Sei apenas que as almas são infinitamente gemeas!!!
Isso é que é optimismo... infinitamente gémeas, não sei. Não me parece. Mas ainda bem que tens a tua. Isso sim, deve ser mágico e raro.
Bjs
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